domingo, 27 de dezembro de 2015

sonho ao meio dia

natureza interna revolta
entranhas de sentimentos
profundos sentires
brotados
encontrados...

subi montanha
naveguei céus
voei no arco íris
descortinei azul entre folhas avermelhadas
encarnadas de vida vivida...

vento norte fustigou
revolveu pó
arejou o só em compasso
regaço de abençoado assombro
ombro em concerto de lava fervente
passo da dança semente...

agora se faz saudade
ontem incredulidade
moveu-se nau ancorada
sopro arde em segredo
venta vento de inquebrantável crença
presença de pura magia
ao céu da poesia...

não mais nega chama
ama vida que te anuncia
viaja profundo da alma
recolhe pureza de sentir
joga pedra na superfície cristalina
crispa chão em onda
assombra ventania
descabela alma
vive sonho ao meio dia...




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