domingo, 19 de julho de 2015

desobscuro começo

procuro-me
dentro de mim
fora assim
com lua cheia
com sol a pino
coração menino
vida urgente
mente demente
tudo completamente...

completamente equivocada
exaustivamente na estrada
fartamente sabido
fisionomia festiva permite
invasão...

adormecida acorda
inspira
conspiram botões
inventam sermões
tudo por uma causa...

além do jardim flutua paisagem
mixagem de ilusões
expectativas
furtivas lembranças
incansáveis
desdobram-se em cuidados...

enganos escorrem pela face
salgam ações
desfazem-nas
refazem-nas
em permanente desdobrar
constante sangrar...

tormento da alma
acompanha o dia
não há ventania
haverá momento ensolarado
de angústias afastado
em cada dobra do tempo
no avesso
desobscuro começo...




eterna sinfonia

                                                                               photo by maude poesia


nova alvorada encontrará
mente clara
corpo de delicada leveza...

clareza trazida na tormenta
anuncia...

ribombos
relâmpagos
chuva continuada
limpeza generalizada...

noite de pesares
amanhecer de alegrias...

ir e vir traz sabedoria
noite e dia
eterna sinfonia...    


sábado, 18 de julho de 2015

on the road - IV

...and my bag is light
with nothing to show to people...

love is not hard to carry
lightly fits in the heart...

on the road - III

seems to me
will always ask for justice...

hard to live in peace
being in charge of the others bag...

sorry
take what belongs to you
in my road the only bag is mine...

on the road - II

sometimes maude is sad
hard to be on the road
solving problems
wanting end of troubles
facing
embracing
at least not still dead...

on the road

on the road we pray
say the words we can
have dreams
cry
try to understand
many things althought
we will never comprehend...

sexta-feira, 17 de julho de 2015

solene gargalhada

criança chuta pedras do caminho
desafia alegre
divertidamente
estrada à frente...

alma criança sabe
adversidade esmorece
ante solene gargalhada...

doce claridade

                                                                             
pingos de chuva invernal
lavam almas
mentes
telhados
ontem cansados
renovados na bênção da madrugada fria...

vazia escuridão se vai
doce claridade canta o dia...