sábado, 1 de junho de 2013

Dalva de Oliveira - Lencinho querido ( El pañuelito - 1956 )

2 comentários:

Anônimo disse...

Pois, Maude...

Já faz tempos, prometi - em PVT - que deixaria, aqui, alguma reminiscência de tempos idos... idos de mim...
Aqui estou nesta belíssima postagem "Lencinho Querido" - com a eterna Dalva de Oliveira. Certa vez, escrevi uma crônica sobre essa singular e apaixonada "Estrela D'Alva"... tão brilhante quão sofrida!! Desde guri, em nossa querida Bagé, sou fã incondicional da Dalva. Seja no samba, na dor de cotovelo do samba-canção, no bolero, no tango... Guardo, com muito carinho, vinis que me encantaram e me fizeram romântica a adolescência, cujos acordes e interpretação consolam-me este Outono chegando às Invernias da Vida... Tenho o coração apaixonado desse tango e a Alma dessa inconfundível orquestra do maestro Francisco Canaro. Agora, um longo e suspiroso suspiro... Pois, parece-me que minha mãe - Nena - de novo me sussurra: "João, bota uma música da Dalvinha, aí, na eletrola..." A mãe se referia à Dalva, assim: nesse tom espontaneamente familiar e singelo...
Sabes, Maude? Acho que não... Mas, quando eu estava no 3º Científico, em nosso "Estadual de Bagé", as gurias pediam que eu cantasse - no recreio, ou em períodos em que um professor faltasse. Imagina: com toda minha timidez, eu era audacioso e arriscava cantarolar alguns sucessos do momento... rs... E diziam: "agora, canta tal música"... Imagina!! Nem sei como fazia aquilo. Interessante que ninguém ria, ou gozava da minha cara... Nem os guris... rs... Dor de cotovelo, tangos, boleros... meus preferidos.
Quanta reminiscência e quanta Saudade, Vera Luiza... Te confesso: se eu pudesse voltar, lá, degustaria com maior intensidade aqueles maravilhosos, líricos e mesmo ingênuos "Anos Dourados"!!
Enfim, toquemos a vida como for possível... O Passado não volta. Todavia, está sempre presente nas ramagens das Lembranças... Nos bocejos amorosos do Espírito!!

Com franciscano abraço!
JJ!

Vera Luiza Vaz disse...

Assim a vida se apresenta... ou se inventa...
Lembranças queridas fundamentam nosso agora! Sem elas não seríamos do jeito que somos ou do jeito que nos fazemos a cada novo instante...
Obrigada pelo carinho da presença, amigopoetairmão João José!
Grande abraço!