quarta-feira, 6 de março de 2013

velho ancoradouro

                                                  photo by maude poesia


sou rio manso
por vezes
céu cinzamente pintado 
velho ancoradouro
horizonte de calmaria
anoitecer sem pressa
remanso de doce poesia...

sou fundo sepulto
raso nascente
brisa de outonal perfume
lume domesticado
ferro dobrado
desagrado
arrepio
sopro de frio...

sou natureza imperfeita
ajeita-se o corpo
desdobra-se a alma
na calma do entardecer
no braseiro da madrugada...

tinge-se céu do dia a chegar
escorrem gotas de orvalho
das folhas do meu amar...


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