quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

efêmeros amor e flor

                                                       photo by maude poesia


não cantarei o efẽmero
por si canta a efemeridade
das flores
dos amores...

nasce a flor
pra morrer cedo
nasce o amor
pra não ser longevo...

e cá estou a cantar
a finitude da flor
a finitude do amor...

duradoura a mentira
dizem tem perna curta
quem acredita...

existe a longo prazo
conforme lhe coloque corpo
dissimulada teatralidade
como se fora verdade...

mentira do amor
o faz desacreditado morrer...


certamente dirão
coisa sem graça
o amor desacreditar..

coração se recolhe então
continua querendo voz
não lhe daremos vez
desculpas de timidez
ser-lhe-ão benéficas
nestes bicudos tempos
como já disse o poeta
melhor calado ficar
muito há a caminhar...


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