terça-feira, 13 de novembro de 2012

poema duplo sustenido




todo disfarce não cabe
poema todo invade
gestos sentimento
semântica se revela
aberta porta da alma
mágica de mãos poderosas
luzes de amplos faróis
sóis de todos os brilhos
inaudíveis rouxinóis
voam
acolhem
bolem na mobília
assaltam as canções...

andam pela casa
desamarram dos tênis os cordões
visões de serena loucura
impacientes figuras
impulsionam ar aos pulmões...

sentir leve sopro de brisa
salivar como os cães
gargalhar depois do riso
adoçar olhar com flores
amores de seda em lençóis...

versos de âmbar cor
sabor de múltiplos gostos
desgostos de mundo moderno
inverno de alma infeliz
aprendiz de todas as curas
ouvidos de todas as vozes
aroma de pão ao forno cozido
ah... sentidos de versos reversos de sentidos
versos de poema duplo sustenido...

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