domingo, 2 de setembro de 2012

alma de índio sepé


                                                                  Sepé Tiaraju por Danúbio Gonçalves



não sou artista
retratista
não sou capa de revista
não sou doutor
não sou senhor de nada
também não sou dono de cara amarrada
de dor no cotovelo
desespero da inveja
não sou espelho de falso intelectual
não sou boçal das letras
das leis
da matemática
não me quero impor
não me desejo indispor
com ninguém
nem com nada...

exijo
faço
conquisto no entanto
a cada novo momento
meu espaço
não rejeito luta
na conquista de ser...

meu sono é de alma lavada
enxaguada na água fresca da sanga
da verdade
da sinceridade
da educação em berço de fundamento
ao sopro leve do minuano
lá do inverno da infância em bagé
com alma de indio sepé...

2 comentários:

SOL da Esteva disse...

Um hino á identidade, á simplicidade, ao ser.
"[...)meu sono é de alma lavada
enxaguada na água fresca da sanga
da verdade
da sinceridade
da educação em berço de fundamento
ao sopro leve do minuano
lá do inverno da infância em bagé
com alma de indio sepé..."
Resulta num belo poema.
Registo: a comunhão na reprodução do painel de azulejos.
Parabéns.


Beijos


SOL

Vera Luiza Vaz disse...


Obrigada, amigo poeta Sol, pelo carinho da acolhida, pela compreensão de sensibilidade feita.

Abraço com carinho!