domingo, 19 de agosto de 2012

sem as malhas da sensatez


                                                                  photo by olhares.uol.com.br

ando caminho
faço estrada
depois da invernada
correm rios
de lucidez o dia
se anuncia
devagar
ainda manso
ainda claro
ainda dia...

sombra do ontem
se esparge
ah... pequena imensidão...

na suposta obliquidade
verdade surge
assalta muros
sentida visão
a encompridar o mundo...

segundos perpassam
na sacada
na autoestrada
na contramão
na direção seguida
no retorno
no reflexo
na alvorada
na escuridão...

despencar em sonho
desandar desperto
boquiaberto saber
pranto não há
vento se foi
espaço aberto
deserto ficou...

por aí não vou
aí não estou
aí não me vejo
bocejo de sono
enfadonho me contaminou...

preciso rever
tiro o re
preciso mesmo ver
saber
entender
ao redor
por dentro
de mim
de vez
sem as malhas da sensatez...

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