domingo, 3 de junho de 2012

não por casualidade

photos by maude poesia


não por casualidade
chega alguém
em amizade
olho céu diariamente
azulmente pintado
regresso leve do jardim
flor cresce conforme estação
aloe vera se manifesta
como se fora primavera
paraíso amarelece
érica com generosidade
enfrenta realidade de temperatura
hibisco corteja lua
da alma vem crença em mim
não sozinha ouço som sem fim...

não por casualidade
se faz poesia
na singularidade
na sinceridade
na verdade
na crença
na divina presença
nomeada conforme se queira
habitante do profundo espaço
reservado com afeto
melhor lugar de carinho
oferecido com agradecimento...

não por casualidade
me alegro
me espanto
a cada nova pétala
a cada sincero sorriso
a cada palavra de sentido
a cada dia surgido
vivido como primeiro
de eterno janeiro...

não por casualidade
não me canso na lida
não reclamo das feridas
acalmo-as na compreensão
transmuto-as em experiência
vivência de crescimento
dá sentido ao sofrimento...

não por casualidade
antigas filosofias
chegam a mim
sabedorias milenares
valores de respeito
ao jeito feliz de ser
costumes de energia
saúde como legado
de viver em liberdade...

não por casualidade
consciência gera ação
poesia tem expressão
compromisso no cotidiano
de fundamento concreto
poesia canto irrequieto
fazer com barro na mão
vida em verdade expressa
não por casualidade manifesta...

não por casualidade
os dias parecem iguais
as flores parecem as mesmas
as amizades desmerecidas
se não atentamos à vida
sufocada dentro de nós
não por casualidade...

2 comentários:

Aninha disse...

Lindo!Aloe... Avante... Vera!

Vera Luiza Vaz disse...

Obrigada, Aninha!
Abração!!