quinta-feira, 15 de março de 2012

sopro

                                                                Lagoa dos Patos - photo by popa.com.br



do fundo da alma
sopro se faz
pensamento
desde profundo tempo
quer ser
saber
ter espaço...

no cotodiano
se expressa
atravessa vãos
rompe correntes
empertiga-se
dobra-se
alimenta-se
na compreensão
transita
desde o chão...

ah... ter sentido
ter saber do insabido
ter voz no silêncio
ter ouvido do mundo
não ver nem ouvir o nada
que compõe quase toda a estrada...

ah... entendimento
inintendível
inatingível
sopro se faz...

traz a aurora possibilidade
insone augúrio
lâmpada da adversidade
complexidade do tudo
emaranhado do nada...

longe a calma transpira
agita-se
quer a volta
para de novo habitar
eterno lugar...

incômodos cômodos do tempo
entrelaçados remendos
arremedos de partitura
sinfonia composta
disposta pra audição
expressão afinada
no sopro lagoa crispa
arrisca madrugada madrugar...

2 comentários:

São disse...

Saber do insabido exige sensibilidade

Gostei de ter vindo aqui

Bom final de semana

Não gostei foi das pavorosas letras: é a terceira tentativa

vera luiza vaz disse...

Obrigada pela presença, São!
Desculpa pelas letras! Realmente elas também me parecem sempre difíceis de entender...
Vamos ver o que fazemos nesse sentido.
Mas...volta, quando quiseres, é sempre um incentivo receber os comentários.
Abraço!