segunda-feira, 19 de março de 2012

palco assumido


                                                                                          phoyo by cantinho de poesias e imagens



O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente
                 (Fernando Pessoa)

sopro no rumo do vento
boca na senda do tempo
lugar de duplo sentido
poesia é palco assumido
sussurro direto ao ouvido...

não ergue a mão sem alento
os olhos têm sentimento
acaso é hora marcada
cheiro é lança lançada
agora é momento em paz...

sabor de chuva gelada
andar de caminho chegado
silêncio de suave manhã
anseio de ser e não ser
angústia de sonho viver...

amparo na hora mesquinha
corpo em busca de espinha
navega no mar a canção
beijo na boca se faz
amor energia da estação...

cedo calado vazio
mente em farto desvio
busca de todo sentido
voz de muitos gemidos
expressão de alma e coração...

2 comentários:

Giuliano disse...

Splendida poesia d'Amore

vera luiza vaz disse...

Sempre gentil Giuliano!
Incentivo bem-vindo!
Grazie!