segunda-feira, 12 de março de 2012

ópera ligeira

                                     
                                                                Teatro Ópera de Arame, Curitiba - Paraná - Brasil


imerso sentir
densa neblina
nuvens e ventos
ampla natureza
beleza esconde
iluminação não ilumina...

olhar no céu
mente no infinito
viaja o grito
alma estrangulada
expressa o nada
carrega o abismo
adiante em curso
mortal a jornada...

andeja
aplaude
sorri
com elegância aflita
bendita luz
defaz a madrugada...

não sabe o sol
não entende a lua
nua se faz
crua se consome
ante explosão
de conteúdo incendiário
sobe o calvário
deságua em torrentes a paixão...

mel e fel se fundem
adiante o mundo se agita
conflito interno desampara
no temporal se prepara
enxurrada desaba em desalinho
sozinho à porta observa
invade a terra a energia...

interno turbilhão marca espaço
estende o braço para alcançar
galho solto a perambular no vazio
se não quer frio
há que agir ao sol...

não luta qualquer
inferno insiste
assiste à jornada
falsa ou verdadeira
na ópera ligeira
em que se faz a vida...

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