terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vitor Ramil - Ramilonga





Vitor Ramil nasceu em Pelotas - RS - Brasil em 07/04/1962.
É cantor, compositor, músico e escritor de renome no país, bem como no âmbito internacional.
Ramilonga é composição de 1997 e o autor a dedicou à cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul (RS).
São de Porto Alegre as fotos neste vídeo.
O poema emociona. O poeta fala de um lugar que se percebe lhe é muito caro, abordando um sentimento que é conhecido pelos gaúchos, habitantes do sul do Brasil, "amor pelo seu chão".
A certa altura da sequencia de fotos, vê-se, sentado à frente de um par de fachadas coloridas, nada menos do que o poeta símbolo de Porto Alegre, Mário Quintana, a quem Vitor também se refere em sua Ramilonga. Quintana também aparece à frente de um fotógrafo (lambe-lambe), na Praça da Redenção.
Belíssima composição que profundamente fala da alma da capital dos gaúchos!
Dedico esta postagem a todos os meus amigos que, longe deste ponto geográfico, gentilmente me honram com suas visitas, para que conheçam um pouquinho do sul do Brasil que, pela sua localização, consequente clima e história de seu povo, possui uma alma amorosa, generosidade em seu coração e espírito libertário sempre!

Ramilonga (Vitor Ramil)

Chove na tarde fria de Porto Alegre
Trago sozinho o verde do chimarrão
Olho o cotidiano, sei que vou embora
Nunca mais, nunca mais
Chega em ondas a música da cidade
Também eu me transformo numa canção
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí
Ramilonga, Ramilonga
Sobrevôo os telhados da Bela Vista
Na Chácara das Pedras vou me perder
Noites no Rio Branco, tardes no Bom Fim
Nunca mais, nunca mais
O trânsito em transe intenso antecipa a noite
Riscando estrelas no bronze do temporal
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí
Ramilonga, Ramilonga
O tango dos guarda-chuvas na Praça XV
Confere elegância ao passo da multidão
Triste lambe-lambe, aquém e além do tempo
Nunca mais, nunca mais
Do alto da torre a água do rio é limpa
Guaíba deserto, barcos que não estão
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí
Ramilonga, Ramilonga
Ruas molhadas, ruas da flor lilás
Ruas de um anarquista noturno
Ruas do Armando, ruas do Quintana
Nunca mais, nunca mais
Do Alto da Bronze eu vou pra Cidade Baixa
Depois as estradas, praias e morros
Ares de milonga vão e me carregam
Por aí, por aí
Ramilonga, Ramilonga
Vaga visão viajo e antevejo a inveja
De quem descobrir a forma com que me fui
Ares de milonga sobre Porto Alegre
Nada mais, nada mais

4 comentários:

Giuliano disse...

Bello sia le foto che la canzone

vera luiza vaz disse...

Giuliano, aprecio muito a poesia de Vitor Ramil. Identifico-me com seus poéticos sentimentos. Oportunamente postarei mais a respeito de sua obra.
Obrigada pela gentileza do comentário!
Abraço!

Anônimo disse...

Tambem sou fã de Harold e Maude e sua trilha. Do Vitor Ramil eu gosto da "Milonga de Sete Cidades (A estética do frio)". Parabens pela sensibilidade do blog. Procuro a trilha do filme em audio. cadaveradiado@yahoo.com.br

vera luiza vaz disse...

Obrigada pela visita e pela gentileza do comentário!
Aprecio a poesia de Vitor, seu jeito "estética do frio" de expressar seus sentires...
Apareça mais vezes!
Abraço!