quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

metáfora da dificuldade em "os trabalhadores do mar"

                                                                     Victor Hugo (1802/1885) França


Rever filmes, reler livros...
Ações de retomada de visão e de entendimento num outro tempo, num outro momento...
É como rever um amigo, quando ficamos a observar seu olhar, seu semblante, a ouvir sua voz, a escutar suas ideias em busca do sentimento vivido, somando, ao tempo de ausência, nova compreensão, nova visão, novo encantamento...
Ao rever alguns pontos da história vivida por Gilliat em "Os trabalhadores do mar" de Victor Hugo, fico a pensar que sua saga em muito se compara a momentos de nossas vidas.
Luta destemida e quase inconsequente em busca do seu propósito, movido em muito pela paixão...
Luta incansável...
Atitude inquebrantável...
O polvo aparece como a metáfora da dificuldade quase insuperável, a qual lhe roubará não só a força física, o vigor, que representa a beleza admirada e valorizada como um bem de valor, mas também há de minar-lhe o espírito, fazendo-o vulnerável aos injustos acontecimentos que viverá logo a seguir.
Ver-se-á Gilliat, ao final, enganado na utilidade do trabalho empreendido, bem como  na crença da palavra dada pela amada pretendida que o abandonará, apesar do prometido.
Metáfora que se adapta tão adequadamente aos tempos atuais... incrivelmente...
Aprecio a possibilidade de reflexão que sempre está presente num livro, num filme, numa boa conversa...
Hoje fiquei a pensar sobra a metáfora da dificuldade de Gilliat...

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