quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Chico Buarque e João Bosco - Sinhá - intertexto - brasileira miscigenação




Pocket Show de Chico Buarque gravado em sua casa em 20/07/2011, com a faixa que encerra seu novo CD e contando com a participação especial de João Bosco.

Sinhá (Chico Buarque e João Bosco)

Se a dona se banhou
Eu não estava lá
Por Deus Nosso Senhor
Eu não olhei Sinhá
Estava lá na roça
Sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça
Nem enxergo bem
Para que me pôr no tronco
Para que me aleijar
Eu juro a vosmecê
Que nunca vi Sinhá
Por que me faz tão mal
Com olhos tão azuis
Me benzo com o sinal
Da santa cruz
Eu só cheguei no açude
Atrás da sabiá
Olhava o arvoredo
Eu não olhei Sinhá
Se a dona se despiu
Eu já andava além
Estava na moenda
Estava pra Xerém
Por que talhar meu corpo
Eu não olhei Sinhá
Para que que vosmincê
Meus olhos vai furar
Eu choro em iorubá
Mas oro por Jesus
Pra que que vassuncê
Me tira a luz
E assim vai se encerrar
O conto de um cantor
Com voz do pelourinho
E ares de senhor
Cantor atormentado
Herdeiro sarará
Do nome e do renome
De um feroz senhor de engenho
E das mandingas de um escravo
Que no engenho enfeitiçou Sinhá

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brasileira miscigenação  (vera Luiza Vaz)

de olhos azuis
cor do céu
sinhazinha se apaixonou
pelo escravo
negro
de olhos cor da noite...

noite se fez em luar
pra acolher o amor
teve início então
brasileira miscigenação...

revolve chico
o passado cultural
de escravidão
de submissão...

também de rebeldia
de alegria
pela mistura de raças
pela singular composição...

costumes
crenças
herança que hoje compõe
o povo brasileiro...



Um comentário:

ruma disse...

Hello, vera luiza vaz.

  The coldest winter will be melted by your warm heart.
  The works gently accept all visitors.

  I praise your creative art sense.
  The prayer for all peace.
  
  Have a good weekend.
From Japan, ruma ❃