quinta-feira, 20 de outubro de 2011

poesia livre

tentativa de expressão
da alma
da calma
da incerteza posta
sempre presente...

demente a inspiração
incompreensão
inconformidade
busca pela verdade...

no peito a chama
reclama
desanda o merengue
na batedeira
tem aspirador na sexta-feira
ou no sábado tem feira...

na mente se mente
semente da flor germina
termina a leitura do agora
em vão também passa a hora...

a poesia se espalha
empalham-se sonhos
desarruma-se a casa
mudam-se os móveis
imóveis ficam as lembranças...

trança o tempo o cabelo
nas dobras do vento desperto
poeira cerca o caminho
ardem os olhos na espera
quisera crer e sonhar...

lugar de louco sentido
de amorosidade
de afeto
poesia é incompleto
espaço
desalinho
grito de alma
voz da memória...

poesia teme opressão
deixêmo-la livre... então...

Nenhum comentário: