quarta-feira, 5 de outubro de 2011

a lição de um bravo cãozinho




necessária viagem interna
acordes de despedaçada sinfonia
vazia intenção de entendimento
espaço social de covardia...

lamento no meio da tarde
arde em dor o coração
ferido corpo de afetuosa figura
revela no mundo a morte da ternura...

vítimas embora não aceitemos
na prisão da liberdade suprimida
antigos tempos de caminhos orvalhados
na memória soluçam encurralados...

respeito acovardou-se em fuga
na busca de domínio inconsequente
fere-se gente
amola-se cão...

no quadro desesperançado em susto
cresce na alma um sentimento renovado
brotam das entranhas despedaçadas
forças de luta diante do exemplo vivenciado...

agredido pela insana criatura
dá o cãozinho testemunho e luta
disputa a cada hora seu direito à vida
em contrapartida ao afeto que lhe é dedicado...

mostra que teme mas não se acovarda
embora toda sua criaturinha arda
treme... não geme... segue... acredita...
amanhã estará de novo na frente do portão...

(Acima algumas reflexões sobre um cãozinho que, agredido por um cão pitbull - solto na rua pela irresponsabilidade de seu dono - demonstra bravura na luta pela vida, após ter seu minúsculo corpo quase devorado, seu maxilar duplamente fraturado pelo inimigo repentinamente surgido.
Bravamente ficou à frente, não permitindo que este chegasse até sua dona!
Com a ajuda de alguns passantes, a fera pôde ser contida por alguns instantes, permitindo que o animalzinho pudesse ser retirado de sua tirania.
 Fica-se entristecido pela covardia, irresponsabilidade e prepotência humanas, quando alguém decide  criar um animal nessas condições. Ainda nos perguntamos se tal animal não terá sido deixado na rua de propósito para aprender a brigar e dar prazer ao seu dono de ter um animal tão feroz!!!
A que ponto lamentável chegamos!!!)

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