quinta-feira, 29 de setembro de 2011

poesia plastificada

palavras ao vento
primaveril
pensamentos descabelados
desalinhados sentimentos
deslimites na neologia
desmoronamento de aterros
sem erros
desesperança da compostura hipócrita
desconexão do nexo esperado
descompassado passo
abraço depois da hora...

senhora da história
da estória inventada
mais nada cala ou fala
posição inconformada
rima destroçada...

alheios lugar e tempo
desconhece endereço
sangrada desde o começo
desfaleceu agora
antes ou depois da hora...

homens de terno e gravata
mulheres plastificadas
na bravata da ideologia
inconsequente
querem a ideia da gente
pra encher sua guaiaca
a nossa está furada...

não perece ao inimigo
bandido de cara lavada
apenas desacredita
é seu direito
mais nada...

poesia plastificada
na intenção
na coleira como um pobre cão
desvencilha-se ao vento desvairado
voa ao céu desatinada
empertiga-se
revolta-se
cresce ao nascer da aurora...

Nenhum comentário: