segunda-feira, 27 de junho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

poeta de meu poetar

ando devagar porque já tive pressa já disse um poeta
poetas dizem muitas coisas...

ficamos nós a degustar o sabor de tantas boas falácias...
gracias

a quintana
a pessoa
a neruda
a cora coralina

com esta aprendi
vida e poesia se enlaçam
se abraçam na dureza da cotidiana rima
na leveza da alma suada
no canto de tudo e de nada...

poeta de meu poetar
sempre agradeço pelo teu cantar...

acender fogueira

acender fogueira
iluminar a alma
aquecer os sentidos
da memória retirar tições bentos
na aragem do crepúsculo correr
benzer a tempestade dos tempos
agradecer com bons pensamentos...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

hipocrisia da compaixão

na voz velada
calada dor
no olhar triste
desesperança
na dança o imperador
decide
vive o outro
é livre
ou doente é... até...
universo de hipocrisia
afia a navalha do preconceito
cria opinião
julga
acusa
esconde-se em compaixão...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

floresta desencantada

sentir é verbo batido
significado cansado
amar é sugerido
antes era sonhado

verbo ser de fundamento
ao vento foge ligeiro
ânsia de modernidade
rasga tecido de sentido
quebra-se de louça o prato
vai-se ao supermercado
opções multiplicadas
garantem felicidade
vontade de tudo ter
alegria empacotada
na floresta desencantada...

domingo, 19 de junho de 2011

memória de chuva

chuva na madrugada
chega apressada
nada pensamento
vento carrega açoite
no sopro de fresca aragem

segue no dia que surge
busca chão para molhar
encontra sereno lugar
brinca de criança feliz
chora e ri como aprendiz

na tarde dominical
faz jeito de adolescência
em frente ao cine avenida
ou no glória em plena osório
com revista debaixo do braço

sorri na reminiscência
memória de chuva fina
por certo enfeita a menina...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

parte do dia se vai...

tarde de chuva sem chuva agora
demora ao andar
calar faz parte
conspira o tempo
expressão sem pressa
arrisco ser em versos
abertos espaços de tudo
contudos e entretantos
presentes em ausente céu
encoberto como a noite da alma
calma restrita
atrita vento ao rosto
esboço de face
pedaço de arte
parte do dia se vai...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

outonal paixão

nascente chama de invernal textura
figura ampliada no olhar sereno
esconde o brado de uma alma instante
brota gigante das sombras na amplidão

incultas falácias sacodem-se astutas
reclusas presas de enegrido chão
trovão acústico rústico embalo
chega a cavalo cria  confusão

mede-se argêntea atitude escrava
desbrava encostas depostas na escuridão
na alvorada plena de luz crescente
amplia-se sentimento de outonal paixão

domingo, 12 de junho de 2011

dia dos namorados

a amizade
dizem
a mais perfeita forma
de amar
de acarinhar
de serenamente conviver
crer sem restrição

então vamos celebrar
o dia dos namorados
namoramos a alegria
a poesia
somos enamorados da vida...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

não chores

não chores
não lamentes
a vida é assim
exige atenção
ao passo
ao laço
no traço de toda a ação...

não chores
inventa
sedenta é a hora
agora levanta
suplanta
replanta na nova estação...

não chores
alarga o riso
é preciso coragem
bobagem lamentar
ficar entristecido
caído
sofrido
nada vai adiantar...

não chores
o mundo contigo
amigo
não irá chorar...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

ando assim

ando assim
à procura de mim
sozinha
rainha do espaço interno
dona do céu de azul pintado
alheia ao mundo vão

ando assim
à procura de mim
sozinha
acompanhada da vitalidade
amante eterna da verdade
verdade terna e serena
amena união de cores
lugar de amplos sabores

ando assim
ando... sim...

na dúvida do tempo

na dúvida o tempo vai
marca o dia frio
sombrio o inverno chega
pestaneja a ave gelada
quebrada a agonia

sangra a noite ampliada
chegada de ventos e de chuvas
curvas dos rios
da vida urgente
presente em fantasias

tempo é estação
tempo é perdão
é primavera da alma
é inverno do corpo
é outono exposto
no fruto
na ação
na oração