domingo, 15 de maio de 2011

o chegar de uma canção

à noite o pensamento voa
escoa a serena amplitude
entra a esperança esperada
enluarada a sombra esmorece

anoitece a alma em desigual figura
apura o sentido em duvidosa compreensão
avança o passo... escoa o abraço...
ouve-se o chegar de uma canção

sábado, 14 de maio de 2011

doce companhia

árvores em bandos cobertas
abertas as portas da alma
vê-se um rio em ondas claras
amarras soltas... desafias...

rangidos... ruídos... esmorecem...
emergem destroços
esforços precisos
recusa-se sono simplesmente
ardente chega a alegria

fria a noite de paixões serena
amena estrada
doce companhia...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

agora...

abre-se espaço interno
inverno dá lugar ao ameno tempo
invento canção
danço emoção
agora...

domingo, 1 de maio de 2011

esconde-se

esconde-se o dia
empresta-se à luta
infiltra-se o raio
de luz...

anima-se o corpo
fere-se o desgosto
cria-se espaço
de expressão...

nega-se afeto
come-se quieto
enche-se o coração
de ilusão...

perde-se o contato
nega-se o abraço
ilumina-se a vida
em oração...

mudança

muda o tempo
esconde-se o sol
anunciando nova estação...

ar frio em suave arrepio
aragem solta
dobram-se galhos
espalham-se sombras
espanta-se a observação...

muda o tempo
mudamos nós
constante revolução...

a cintilar...

iluminada a cidade a cintilar
na noite quieta sem estrelas a brilhar
dorme o cãozinho esquecido na calçada
dorme a noite fria e descompassada...

as costas nuas como nua é a madrugada
mostram a solidão na frieza emprestada
reluzem em matizes obscuras intenções
lições aprendidas esquecidas a esperar...