sexta-feira, 21 de abril de 2017

palavras

palavras tontas
palavras prontas
tristes palavras
macabras.. talvez...

ferem
referem
trucidam
revidam... talvez...

montam
remontam
amontoam
brotam... na lucidez...

investigam
criticam
motivam
incentivam... de vez...

oh... palavras de outrora
oh... loucos vocábulos do agota
nego-lhes a existência
entrego-me a suas essências
misto de embriaguez...

domingo, 12 de março de 2017

firmamento de arita

remoído interno
inverno na alma
às vezes...

noutras primavera alucina
venta não do norte todavia
espia rebuliço
memória afina...

retina espelha azul outonal
março fecha estação
coração desvaira
paira firmamento de arita...

saudade rasga
olhar goteja
presa garganta não grita...

oh... abraço não mais chega
fica jeito assim quase distraído
mel no gosto da lembrança...


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

cultiva teu jardim

cultiva teu jardim
tu o verás florescer
a ninguém mais importa...

tua alegria detrás da porta
quebranto murcha felicidade
tua alegria esconde-a
teu verbo esfumaça
olhar estranho traça...

olha céu
azul
nublado
estrelado
teu espaço...

cultiva teu jardim
a mais perfumada flor
a mais colorida cor
escondidas
assumidas
longe desconforto
infinito
amplo jardim...

sábado, 11 de fevereiro de 2017

deixa andar o dia... guria...

deixa andar o dia...
guria...

manhã pesada se ameniza
na passageira chuva de verão...

latente incompreensão
deixa-a muda de resposta...

troca dura bagagem
viaja na leveza...

não fiques presa
teu céu se abre
apenas... tão somente..
mente sopra no infinito...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

champagne me traz

champagne me traz
apraz-me sempre aqui estar
encobrir
mostrar
sonhar
radicalizar...

oh...tempo
senhor de tudo
do olfato à visão
das rimas à compreensão
do coração ao descompasso
do abraço...

melhor sair
quem sabe fugir
da política
da crítica
da vergonha de latina ser
oh...não quero isso dizer...

na infância aprendi
educação
respeito
sinceridade
verdade
por que só vejo falsidade...

lugares de respeitabilidade
viraram circo
rabisco um poema
capenga
não quero crer
não quero ver...

esse não é meu país
esse não é meu sonho
quero acordar
é pesadelo...


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

aprendiz de outro lugar

frio inverno se foi
primavera anda alta
frescor matinal acalma
memória na frescura
sente na pele doçura
revive dias iguais
outonais sabores
cores inesquecíveis
dança de folhas no ar
aragem do norte sentida
passos firmes...decidida...
vida...vida... te vivo assim...
te abraço...te enlaço feliz
aprendiz de outro lugar
de inesquecível sonhar...

cantar alegre

lugar de expressão da alma
jeito raso
profunda compreensão
intenção plena
atenta sinfonia
do espírito
em ampla entoação...

cantar alegre
rir fartamente
demente
ao vento
alto
ínfimo resto...

quanto
tanto fere alegria
ao ímpio
ao pó
ao só
ao trôpego de filosofia...